D. João II “O Príncipe Perfeito” – 1481-1495

Nasceu em Lisboa, em 1455. Era filho de D. Afonso V, a quem sucedeu, e de D. Isabel de Portugal. Casou com sua prima D. Leonor, filha do infante D. Fernando. A D. João II deram o cognome de “ O Príncipe Perfeito” pelo talento e lucidez com que conduziu o seu governo. D. João II não queria que os nobres fossem poderosos e tirou-lhes certas regalias e privilégios. Deixou de reunir as cortes e centralizou em si o poder, tornando-se um rei absoluto. Faleceu no Alvor,em1495.Jaz no Mosteiro da Batalha.

 Perante a decisão de D. João II, os membros da nobreza, irritados, prepararam duas conspirações contra o rei. D. João II, figura austera, não temeu a luta e castigou os conspiradores. A grande aspiração do Infante D. Henrique era conquistar todas as praças do norte de África. Depois de garantido o poder real, D. João II continuou a obra dos descobrimentos. Em 1482, Diogo Cão descobriu o rio Zaire e o Reino do Congo, percorrendo no ano seguinte toda a costa de Angola.

Em 1488, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas. Assim, se desfez a lenda do gigante Adamastor e se abriu o caminho do mar e novos empreendimentos para as bandas do Oriente. Segundo a lenda, existia neste Cabo o gigante Adamastor que fazia naufragar todos os barcos que por lá, quisessem passar. D. João II permitiu que os Judeus, expulsos de Espanha pelos reis católicos, Fernando e Isabel dessem entrada em Portugal, mediante o pagamento de um imposto e sob a cláusula de não se poderem demorar no reino mais de oito meses. Se desobedecessem, seriam feitos escravos (1492). Vivia em Portugal, onde aprendera a arte de navegar, Cristóvão Colombo. A este navegador parecia-lhe possível e mais fácil descobrir a Índia pelo Ocidente. Por isso, ofereceu-se a D. João II para efectuar a viagem, mas a sua proposta foi recusada. Em 1492, então ao serviço do rei de Castela, Cristóvão Colombo descobriu o Novo Mundo, ou América.

 Devido a algumas divergências entre Portugal e Espanha, quanto à posse das terras descobertas, D. João II e os Reis Católicos de Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas (1494) que foi ratificado pelo Papa, em 1506. Neste tratado estipulou-se que pertenceriam a Portugal todas as terras descobertas ou a descobrir situadas a oriente de uma linha imaginária, traçada de pólo a pólo do globo terrestre, passando a 370 léguas a Oeste de Cabo Verde. As terras descobertas a Ocidente pertenciam a Castela. Foi no reinado de D. João II que se começaram a erigir “padrões” nas terras descobertas para assinalar o domínio português. (o padrão era um marco de pedra, geralmente cilíndrico, que tinha gravado a Cruz de Cristo, as armas reais e a data da sua colocação no terreno.) A rainha D. Leonor, viúva de D. João II, senhora generosa, foi em Portugal a fundadora das “Misericórdias”, instituição de beneficência para protecção dos mais favorecidos. Entre outras obras de caridade, criou o Hospital das Caldas da Rainha.

Por: Nuno Pereira

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