D. João III “O Piedoso” – 1521-1557

Nasceu em Lisboa, em 1502. Era filho de D. Manuel I, a quem sucedeu, e de D. Maria de Castela. Casou com D.  Catarina, de Espanha. Deram-lhe o cognome de “O Piedoso” devido aos seus sentimentos religiosos. Introduz em Portugal a companhia de Jesus e presta atenção especial à evangelização dos territórios ultramarinos. A perda do monopólio do comércio oriental e africano agravou a crise económica portuguesa. Faleceu em 1557 sem deixar filhos. Jaz no Mosteiro dos   Jerónimos.

Nesta época os Portugueses continuaram a percorrer os mares orientais e a encontrar novas terras. Estabeleceram-se nas ilhas Molucas e chegaram ao Japão.   Na china, fundaram a colónia de Macau, situada no Sul da China foi-nos dado pelos Chineses como recompensa dos valiosos serviços prestados pelos nossos navegadores, foi restituído aos chineses em 1999. As terras da Índia tinham sido até então a constante preocupação dos Portugueses, a quem as suas riquezas seduziam e deslumbravam. Do Brasil ninguém cuidava. D. João III mandou colonizar o Brasil. Mandou dividir o território em capitanias do litoral para o interior, que entregara a capitães com a missão de as colonizar. Muitas famílias Portuguesas foram para o Brasil e aí fundaram cidades: Recife, Rio de Janeiro, S. Paulo…

D. João III evidenciou sempre uma natural inclinação a favor das letras. A universidade, que se encontrava em Lisboa desde o tempo de D. Fernando, foi transferida para Coimbra por D. João III. Ali se tem conservado até aos nossos dias. D. João III mandou vir para Portugal a Companhia de Jesus. Esta instituição, que tinha por objectivo principal difundir a civilização cristã, missionando as terras que se iam descobrindo, protegeu e amparou os humildes, educou, instruiu e divulgou a Língua Portuguesa. Na Índia, S. Francisco Xavier – O “Apóstolo das Índias”, destacou-se pela sua acção evangelizadora. No Brasil, também se distinguiram alguns missionários, tais como os padres Manuel Nóbrega, Leonardo Nunes e José de Anchieta. As dificuldades com que lutava  D. João III para administrar e manter tão grande império por todo o mundo, assim como as enormes despesas que então se faziam na Índia, e no Brasil, levaram o rei a abandonar em África as praças de Azamor, Alcácer – Ceguer e Arzila.

Por: Nuno Pereira

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